UMA QUESTÃO DE DÍVIDA
Ser pobre nessa vida não é fácil. Aliás, nem nessa, nem na vida passada e muito menos na próxima.
Ontem conheci uma senhora de meia idade, pobre, que há 3 anos não cortava o cabelo por conta de promessa feita à Nossa Senhora d’Abadia pela filha que conseguiu passar no vestibular para Medicina em Universidade Federal. E ela só poderá cortar o cabelo quando a filha concluir o curso. Faltam ainda mais 3 anos. Com todo respeito, convenhamos, até lá já não será mais um cabelo. Uma quase crina.
O olhar da senhora era triste e o meu não ficou diferente ao me deparar com aquela realidade sofrida.
Mais do que a intenção da promessa, o que me chama a atenção é a relação do indivíduo com a fé.
Segundo o “Instituto Opas e Obas de Pesquisas Aleatórias”, pobres com renda igual ou menor a 1 salário mínimo são mais adeptos a promessas ou intenções de votos relacionados a santidades e divindades em geral do que as classes A e B. Isso também mostra que a manifestação da fé em situações de alarde é mais incidente.
Costumo dizer que pobre roga; rico ora. Pobre faz promessa; rico propõe meta.
A minha primeira e única promessa me fez ficar 1 ano sem comer chocolate, exceto chocolate branco. Não foi sofrido. Tratei a proposta mais como um desafio. Consegui.
Já a minha primeira meta, não me recordo quando foi, mas certamente foi emagrecer alguns quilos. Foi sofrido. Encarei como desafio e também consegui.
O post não é para questionar a fé de ninguém. Mas por experiência própria, lidar com a meta foi mais interessante que lidar com a promessa.
Talvez em ambiente corporativos o raciocínio seja parecido. Tanto que as empresas focam em metas e não em promessas. Diferentemente dos governos… Mas isso é assunto para um próximo post.














Adorei o Instituto Opas e Obas de Pesquisas Aleatórias!
Tadinha da crina da senhora! Fico com dó.